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E MAIS: a mudança nas taxas dos fundos, os novos ETFs de renda fixa e o crescente déficit externo do Brasil
A inflação deu uma trégua inesperada, e os dados da prévia de agosto mostraram uma deflação mais forte do que o mercado projetava. O resultado reacende o otimismo e coloca mais pressão sobre o Banco Central para acelerar a queda da taxa de juros.
A notícia é um alívio para o bolso e um claro sinal verde para os ativos de risco, como a bolsa. Mas será que essa queda de preços é um movimento pontual ou o início de uma tendência que pode, de fato, sustentar um novo ciclo de alta para o Ibovespa?
No radar da CloFin de hoje:
- A deflação que pode acelerar os cortes na Selic
- O fim da taxa "2 com 20" nos fundos multimercados
- Os novos ETFs para mirar no alvo da renda fixa
- O crescente déficit externo e a pressão sobre o real
A prévia da inflação de agosto surpreendeu o mercado ao registrar uma deflação de 0,40%, um recuo mais forte que o esperado. O resultado coloca o acumulado em 12 meses dentro da meta e reforça as apostas de novos cortes na Selic.
A deflação pontual é uma ótima notícia para o bolso e para os ativos de risco, como a bolsa. Contudo, o mercado segue atento às pressões de longo prazo, como o cenário fiscal e as expectativas futuras de inflação.
A indústria de fundos multimercados está abandonando o tradicional modelo de taxas "2 com 20". Grandes gestoras como a XP estão migrando para estruturas mais alinhadas ao investidor, como "1 com 30".
No fim das contas, a mudança aumenta a pressão por resultados e alinha os interesses da gestora com os do cotista. Isso pode significar fundos mais eficientes e uma análise mais criteriosa de custos antes de investir.
A Nu Asset, gestora do Nubank, lançou novos ETFs de renda fixa que funcionam como um GPS para o risco. A inovação permite ao investidor travar a exposição a um prazo específico na curva de juros.
Na prática, agora você pode calibrar a sensibilidade da sua carteira de inflação com muito mais precisão. É uma ferramenta poderosa para montar estratégias sofisticadas sem precisar comprar títulos individuais.
O Brasil registrou um déficit de US$ 8,11 bilhões em suas contas externas em julho, um resultado bem pior que o esperado pelo mercado. Para completar, o investimento estrangeiro direto também decepcionou, aumentando a preocupação com a pressão sobre o real.
Essa combinação de mais saídas do que entradas de dólar não é uma boa notícia para o real, encarecendo importados e viagens. O mercado agora monitora se essa deterioração se tornará uma tendência, o que pode exigir respostas do Banco Central.
BlackRock reduziu sua participação na varejista Azzas 2154 (AZZA3) para 4,872%, deixando de deter uma posição acionária relevante na companhia.
BTG Pactual concluiu a compra de um galpão logístico em Guarulhos (SP) por R$ 375 milhões para seu fundo BTLG11, com um cap rate de entrada de 9,1%.
Bitcoin superou a marca de US$ 80 mil, atingindo seu maior valor desde meados de maio em meio a um retorno do otimismo ao setor de criptomoedas.
Hapvida anunciou a redução de sua dívida bruta em R$ 322,6 milhões através da recompra de debêntures com deságio médio de 23% e da liquidação antecipada de um contrato de hedge.
